Sobre as lições do caminhar…

‘E se eu chorar
E o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante
Que o teu canto é a minha força
Pra cantar…’

– Gonzaguinha –

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Hoje, sem mais nem menos – talvez nem tão despretensiosamente assim -, minha mente se dirigiu a lugares antigos e tempos outros…

Sou uma pessoa que geralmente gosta de caminhar de mãos dadas com a saudade, ainda que o sentimento não se relacione diretamente ao instante em si, mas a todas as memórias que ele deixa após ir embora.

É por isso que não me importo em recordar momentos, sejam eles tristes, alegres, confortáveis ou dolorosos… Observo que cada segundo traz em si a carga emocional necessária para me fazer crescer, evoluir e ser melhor do que era antes.

Foi há pouquíssimo tempo que comecei a perceber isso. Até poucas etapas atrás, eu tinha a tendência de julgar as diversas peripécias da vida como se elas fossem oito ou oitenta: boas ou ruins demais.

A realidade é que cada obstáculo e vitória trazem em si a sua grandeza, além de uma sabedoria única. Nunca seremos os mesmos indivíduos após vivenciarmos determinadas situações.

Por mais que pensemos o contrário, há sempre algo que se transmuta. Que pede uma renovação. Que não se contenta em ser igual, porque pôde provar o sabor do diferente.

Entre um tropeço e outro, vou aprendendo a abandonar radicalismos e buscar minha essência. Sim, exatamente aquela, que nunca se paralisou. O íntimo da alma, que se propõe a utilizar todas as oportunidades para compreender o que há de mais bonito em si.

É provável que a estrada seja longa e as curvas um pouco estreitas… Mas uma coisa é certa: os sinais do coração raramente erram ao nos guiar.

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7 comentários sobre “Sobre as lições do caminhar…

  1. Inge Lobato disse:

    Minha querida Tatiana, amei seu texto!! As mudanças que o tempo e as experiências ocasionam em nós são realmente libertadoras. Gosto dessa sensação de olhar experiências antigas sob outro ângulo, reeditar sensações, e perceber que fatos, em sua essência, não são bons ou maus… são nossos sentimentos que colocam peso neles. Depois de um tempo, as lições apreendidas nos deixam em paz para sermos exatamente o que somos. Guiar-se pelos sinais do coração, como você lindamente escreveu, é a única forma que temos de nos salvar do arrependimento. Um beijo da fã!!

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  2. Lunna Guedes disse:

    Tinha um punhado de coisas a dizer aqui, mas de repente esvaziei-me completamente e fiquei só com a imagem de um coração feito de fios, vermelho, grande. Ele não pulsa porque é uma arte de fios, mas havia o interior dele. Estranho pensar que é um músculo cuja finalidade é apenas a de pulsar, porque nós atribuímos muito mais a ele. Certa vez alguém me disse não pensa com o coração porque ele não é uma célula. Pensa com a mente e reage com a emoção que também é cerebral. Olhei pra ele com cara de espanto e pensei “e o coração? Você não tem um?” – tinha pouco mais de seis anos e não entendi a história da mente que sempre foi pra mim o elemento da razão. Enfim, o coração não erra e não importa que digam que ele é apenas um músculo involuntário. oras.

    bacio

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  3. Luna Sanchez disse:

    Certeira e precisa, sem perder a doçura, admirável como sempre.

    Teu texto me tocou, Tati, falou alto em mim, por conta da fase que estou vivendo e pela beleza das palavras.

    Um beijo, querida.

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