Reencontrar-se…

“(…) Não ache que uma noite específica mudará sua vida, seus planos. Sua vida precisa de muitas e muitas noites para mudar de rumo, para trocar de planos. A decisão é um estalo, claro, que acontece cedo ou tarde na vida, no rumo, nos planos de cada um. Mas nenhum estalo nasce do nada, nenhum rumo parte para o nada, nenhuma vida acontece por nada: são dias e dias e dias e dias de tentativas e erros e fracassos e esgotamentos. Não vai ser hoje que você vai abraçar todo mundo que ama, realizar todos os sonhos do mundo. Não vai ser hoje que você vai dizer todos os seus silêncios, silenciar todas suas ofensas. Não vai ser hoje que você vai idolatrar todos os seus inimigos, culpar todos os seus amigos. Não vai ser hoje que você vai se despedir de todos os seus amores, de todas as suas imbecilidades. Por enquanto, viva uma noite de cada vez, uma loucura de cada vez, um perdão de cada vez, uma vez de cada vez. Não vai ser hoje que você vai mudar o seu mundo. Ele já está mudando desde que você se permitiu chorar nas mãos da parteira. Agora, parta para a vida com a certeza de que uma noite específica não mudará sua vida, seus planos, seus rumos. Repito: não vai ser hoje que você vai mudar o seu mundo. Ele está mudando o tempo todo desde ontem. Ele mudará o tempo todo até amanhã (…)”

– Pedro Gabriel (Eu me chamo Antônio) –

Há temas recorrentes que perpassam as minhas palavras e, acredito eu, talvez seja essa a marca registrada quando se deseja criar algo que se aproxime a certo “estilo personalizado de escrita”.

Mas, antes que os exasperados de plantão deem início às suas críticas, já declaro saber e ter total consciência do quanto tal conceito se faz utópico.

Explico a contradição analisando meus próprios textos: não há uma linha única de raciocínio, tão somente surgem repetições daquilo que vivo, sinto, penso, abstraio e, vez ou outra, também aprendo…

Não existem intenções direcionadas a se escrever críticas, crônicas, ensaios, novelas, contos, poesias, entre outros tantos exemplos que eu poderia citar aqui… Pode ser até que isso se configure como um suposto “erro” de minha parte, porém confesso: não nasci para ser específica. Em quase nada.

As muitas regras já pré-existentes na rotina, por vezes, calam-me a voz, inibindo os sentidos e até deixando de lado as lacunas pelas quais circula o tão necessário ar. A pausa. O consolo. A busca improvável de não se sabe o quê.

Todo esse discurso é para dizer que o ano já começou e eu estou atrasada (pra variar), mas de um jeito ou de outro chegarei ao meu destino. Na ausência de grandes métricas, sem excelência ritmada… mas, caminhando.

A minha proposta é o reencontro com aquilo que vim, de verdade, ser e fazer na vida. Se, ao entrar em meu quarto, conseguir dar um leve suspiro e me sentir confortável com a roupagem que me envolve – por dentro e por fora – já me sentirei realizada e satisfeita por demais.

Ah… Feliz ano novo para você também!

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3 comentários sobre “Reencontrar-se…

  1. Lunna Guedes disse:

    É minha cara, você começou bem o ano – gostei das suas linhas. Gostei de imaginar o seu passo para dentro do quarto e ouvir sua respiração de exaustão devido a satisfação de um dia inteiro. Eu gosto disso. De sentir-me exausta com um dia produtivo as minhas costas. Gosto da andança e do caminhar… rs
    Vamos em frente que 2014 vem a galope e, não acho que esteja atrasada. Acho que tudo tem seu tempo e lugar. bacio

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  2. Inge Lobato disse:

    Uma linda trajetória a que você segue, querida Tatinha, e que não necessita, de forma alguma, ser linear ou fazer sentido para ninguém, somente para você. Pois que continue livre nas suas linhas, pois não se prender a um estilo específico também é um estilo e caminho. Beijos da fã!

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  3. Joakim Antonio disse:

    Nos apegar ao que manda o coração é difícil, dependendo do objetivo estabelecido e dos pormenores que a vida trás. Mas alguns conseguem seguir sua próprias linhas, do melhor jeito que sentem, devem e possam imaginar.

    Nada é fixo, tudo deve fazer sentido a quem o fez, ao outro, cabe decifrar o que seu eu consegue ver.

    Beijos e um feliz tudo novo, no caminho que mais desejar querida Tati.

    Linda vida!

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