… porque escrever é um eterno desaforo!

sussurro sem som
onde a gente se lembra
do que nunca soube

— Guimarães Rosa —

Tenho em mim promessas de uma jornada que em breve pretendo passar a limpo: memórias, aspirações e um punhado de letras ao redor, compondo a harmonia tão necessária aos entraves da alma….

Assisto a muitas pessoas por aí que consideram a escrita como adorno, enfeite, supérfluo – para mim, as palavras não são menos que a essência, o elixir de todas as coisas. O motivo pelo qual se insiste em respirar.

Inexiste portanto, do meu ponto de vista, maneira ou atalho para se construir a história de uma vida sem que haja o processo latente e sublime de transmiti-la ao papel. Como prova disso, ontem mesmo um sopro de vertigem trouxe o recado à minha inspiração:

– Continue…

A ideia era que eu seguisse o rumo. Mas, qual deles, se há tantas e tão controversas opções em mim? O coração, com suas embaraçadas suposições de afeto… Ou a racionalidade, na aridez de seus passos envolvidos em concretude…

Se a intuição me diz que o importante é a caminhada, eu evito escutar outros ruídos: simplesmente sigo… Vou alternando entre dizer não ao lampejo das horas e idealizar certo tipo de fluxo meu, desde os pequenos ensaios…

Sim, poderia confiar no meu feeling e acreditar que as memórias de hoje permanecerão vivas em mim amanhã… E é até capaz que fiquem, mesmo. Mas as vivências? Ah… as vivências se esquecem.

E eu preciso – MUITO – exercitar o meu desaforo de escrevê-las na eternidade.

Anúncios

Um comentário sobre “… porque escrever é um eterno desaforo!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s