Para março, sutilezas…

“A maior riqueza do homem
é a sua incompletude…”

(Manoel de Barros)

Não sei explicar muito bem como surgiu este costume de oferecer as boas-vindas a cada mês que se inicia no calendário civil.

Lembro-me apenas de que, quando menina, eu costumava apreciar bastante abril – por incluir a data do meu aniversário – e dezembro, que representava quase sempre um período de férias e celebrações…

Contudo, de uns tempos para cá, venho sentindo a necessidade de encarar todo novo mês feito um recomeço – uma oportunidade de pintar a vida de outra cor – notoriamente mais leve e sutil.

É previsível que as coisas não ocorram de maneira necessariamente tranquila ao longo dos trinta dias que me esperam, mas tento fazer a minha parte…

Amenizar o peso das horas. Renovar esperanças. Traçar um passo de cada vez – mesmo que o destino se faça, em tantos momentos, incerto ao meu olhar.

O mês de fevereiro trouxe grandes lições e vivências pessoais, à medida que precisei, de alguma maneira, reduzir meus níveis de ansiedade, organizar melhor o tempo e cuidar da saúde – física e mental.

As obrigações, aos poucos, puderam se transformar em prazeres, o que inevitavelmente aplainou qualquer espécie de culpa. Priorizei o conforto na roupagem que escolhi – e creio conseguir cada vez mais tirar os véus que me impedem de enxergar a mim mesma.

Março me traz um sabor de continuidade… Da busca pelo significado… De uma singeleza que nasce de dentro para fora, sem muitas amarras – aspirando liberdade.

Talvez seja utopia, mas eu não me importo em ir novamente atrás do sonho que possa amenizar – por ora – a visão que tenho da realidade.

Há um desprendimento que me chama ao íntimo das coisas… Alguns ciclos se reabrem e eu finalmente me permito seguir aquilo que diz a intuição:

“- Vá…”

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6 comentários sobre “Para março, sutilezas…

  1. Mariana Gouveia disse:

    Março para mim tem o simbolismo do encontro. Da minha alma. Casei em Março e desde então, coisas boas me vem por levezas mesmo. Lindo, Tati! Vamos vivê-lo. Que seja belo.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Lunna Guedes disse:

    Escrevi sobre março há pouco numa missiva que surgiu como pausa dos olhos. Ainda não sei março. Ele está lento e, me deixando imersa em saudades. Respiro fundo a cada palavra escrita e, tropeço em anatomias alheias que nada me dizem. Mas eu sempre me demorei a perceber os meses junto a mim e, não adianta o calendário me dizer “março”. A pele não se importa. Ela tem seu próprio tempo, por isso, não me furto a dizer que ainda vivo fevereiro… Talvez na próxima segunda março aconteça ou não…

    bacio

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