Dos recomeços…

“Parece que tudo vai mudar
Tomara que seja pra melhor
Parace que a gente vai cantar
Quase que uma canção de amor

Ontem eu pensei que amanhã seria só um vendaval
Hoje eu acordei numa manhã de sol
Nesse sol eu vou…”

[Amaranto]

Já perdi a conta de quantas vezes assisti ao meu mundo ruir, sem saber de que modo poderia encaixar as coisas de volta aos seus devidos lugares.

Em horas assim, era como se eu desconhecesse uma maneira de encontrar aquele pedaço de terra firme para continuar seguindo. Tudo se tornava demasiado escuro. Nublado. Sem vida… Algo que apenas conseguia me remeter a uma espécie de fim dos meus tempos pessoais.

Só sei dizer que, em cada um desses instantes – milagrosamente -, eu não parei de caminhar. Tentei mais um pouco. Insisti diante dos obstáculos e, quando menos esperei, pude avistar um despretensioso recomeço me esperando.

Aliás, um só, não.. diversos. Em suas melhores e mais audaciosas versões. Uma força repaginada que nunca me abandonou – principalmente quando mais precisei.

Talvez isso tenha servido para me fazer criar o meu lema de hoje: “desistir não é opção”. E nunca foi, mesmo. Pois jamais admiti que o fracasso me dominasse como verdade absoluta – afinal, se estamos aqui para viver, algum motivo importante deve justificar essa trilha.

Penso que, mais interessante que o aprendizado advindo de cada queda, é a oportunidade de recomeço que traz certo aroma difereciado ao cotidiano. É a quase-morte que nos devolve uma possibilidade de vida. É o saber das fragilidades que evidencia a nossa fortaleza.

É o universo – em sua sabedoria maior e única – que nos ensina o tempo todo, pelo simbolismo dos paradoxos, a magia de existir.

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5 comentários sobre “Dos recomeços…

  1. Carmem Grinheiro disse:

    Boa noite Taty,
    Maravilhoso texto, o que não surpreende, de todo.
    Revi meu próprio percurso nele.
    Eu, a esta altura da vida, não sei realmente se é “algum motivo importante que justifica nossa trilha”, porque não tenho certezas de nada, apenas dúvidas, muitas dúvidas e algumas teorias, como muitos. Mas, independentemente do que comande toda esta engrenagem, com certeza, desistir não pode ser opção, por mais difícil que nos possa parecer em determinados momentos.
    Um bjo amigo
    bom fds

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  2. Lunna Guedes disse:

    Não me lembro quantas vezes meu mundo ruiu, sei que aconteceu porque ninguém escapa de certos acontecimentos. Tudo se precipita em nós porque o universo tem lá as suas maneiras de nos fazer compreender a nós mesmos ainda que de uma maneira que consideramos equivocada…

    Mas eu me lembro das maneiras em que tudo se equilibriou e eu fechei os olhos, respeirei fundo e dei o passo seguinte para fora do turbilhão dizendo a mim mesma “você não é um carrilhão a dizer sempre as mesmas horas”… rs

    bacio

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