Desde que o mundo começou a ser mundo…

Costumam dizer por aí que tudo muda – se transforma… Deixa de ser o que era, mas eu tenho a impressão de que nada mudou ao meu redor. Tudo continua sendo mais do mesmo… e enxergo pouco de bom neste mundo que insiste em acordar dentro dos meus olhos pela manhã…

As pessoas jogam papéis nas ruas como se o asfalto fosse o cesto de lixo de suas casas. Gritam mais alto que o outro, fazendo do diálogo uma espécie de competição voraz – de modo a descaracterizar completamente o nível da conversa.

É… Já faz algum tempo desde que o ser humano iniciou seu processo de desumanização. Banalizam-se as relações a qualquer custo, desde que isso continue gerando o lucro desejado a quem interessa. Não há inflação, isso é pura ilusão de óptica da cabeça do povo. Vocês estão alucinados, vendo coisas… Um viva à política do pão-e-círco!

O desrespeito entre pais e filhos aumenta exponencialmente. Já não há educação que supere os limites da marginalidade. E, como se não pudesse ser pior, o tom superficial com que se conduz as atitudes no dia a dia nos faz duvidar da nossa própria idoneidade: até que ponto somos verdadeiros… e onde começamos a mentir?

Tornamo-nos fantoches de nossas próprias armadilhas. Adoecemos. Surtamos em meio a um universo que vai mal… muito mal. Mas está tudo bem, obrigada, desde que eu não me esqueça de tomar aquele calmante antes de dormir. Desde que o mundo começou a ser mundo, ele se transforma, cresce e agrega a cada dia, ao mesmo tempo que também destrói, diminui e mata. Por nossa causa. Porque tornamo-nos coniventes e permitimos que assim seja.

Somos não apenas personagens dentro de um cenário, mas autores de todo um enredo, que se rasga aos poucos… sem dó!

*Este post é parte integrante do projeto Caderno de Notas – Quarta Edição, do qual participam as autoras: Aurea Cristina, Claudia Costa, Fernanda Fatureto, Lunna Guedes, Maria Cininha, Mariana Gouveia e Tatiana Kielberman.

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3 comentários sobre “Desde que o mundo começou a ser mundo…

  1. marielfernandes disse:

    Ah, eu sou autor. E sendo, escrevo a história que desejo. Sinceramente, penso que não existe uma vírgula nesse cenário todo que não tenha a nossa assinatura. Portanto, a obra é nossa como você falou. E assim sendo, podemos mudar seus muitos enredos.

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