Das tardes que encontro em ti…

“Se em um instante se nasce e em um instante se morre,
um instante é o bastante para uma vida inteira.”

[Cecilia Meireles]

Já passa das cinco da tarde e eu quase consigo enxergar as pessoas ensaiando uma espécie de repouso lá fora… as ruas e seus movimentos pedem descanso, enquanto o sol se esconde no horizonte, ainda que sua luz ainda permaneça visível aos meus olhos…

O calor insano de hoje me levou à exaustão – fazendo alusões àquilo que sinto quando meu corpo chega ao limite. Não se trata de uma situação muito incomum, você bem sabe… mas dias assim me permitem recordar que é preciso de uma dose extra de energia para se estar presente de corpo e alma neste planeta Terra – não tem sido fácil ser minimamente humano por aqui…

Dentro de mim, percebo que sempre há muito a fazer, mesmo que em verdade o meu desejo seja me permitir parar por um instante – contemplar cenários e, acima de tudo, relembrar partes sagradas de diálogos… Palavras que não voltam mais em tom semelhante – pois foram únicas em sua naturalidade e beleza – mas se eternizaram em minha lembrança.

É isto que fica em meu íntimo na estafa de uma terça-feira comum como hoje: você… Entre o tudo e o nada que consigo ater nas mãos, cada som emitido por sua voz reverbera em mim como nuvem – esfumaçando memórias que acalentam o coração, prometendo amanhãs de maior conforto na pele que habito…

Fico por aqui, pois hoje ainda preciso das letras para um pouco mais… Você vem ao meu encontro?

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5 comentários sobre “Das tardes que encontro em ti…

  1. Lunna Guedes disse:

    Dentro da noite, ainda junto a mesa, no canto, outro, ainda em mim, precisando sair… reclamando das euforias outras que me engasgam, distroçam… ainda aceitando o que é alheio. Quero ficar dentro, mas o lado de fora hoje é meu espelho.

    bacio

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  2. Cláudia Costa disse:

    Não temos conosco a mesma benevolência que utilizamos para o outro, já percebeu?
    É uma busca meio solta, meio lúdica, por vezes, meio estranha essa…do outro.
    Se a gente SE buscasse com esse mesmo tom, duvido muito que o outro tomasse tanto espaço. Concordo com a Lunna, quando as vozes ficam vorazes demais por fora, é preciso silenciar o interno.

    Amo você.

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