Cartas a alguém que não vai ler, 01

“Talvez fosse uma dor que ainda existisse lá dentro, e latejasse sem sentido.
Em momentos inesperados, sempre, como naqueles em que estamos felizes, beirando a intensidade do muito.
O muito que em algum lugar ainda se assombrava pela ausência. Talvez ainda me doessem as ausências, e os revesses dos mergulhos nos abismos que culminaram em rochas pontudas e mares revoltos.”

[Silvia Badim]

Há momentos em que caminho distraída e, quase num repente, deparo-me com este baú de memórias que tenho guardado em mim. Nâo sei ao certo qual fio puxar a fim de desmembrá-las, mas a intuição se faz suficientemente ousada quanto ao seu despertar…

A bem da verdade, eu me imaginava escrevendo estas letras para você em um tempo bem distante, quando não estivéssemos mais tão próximos… fosse por um acaso da vida, ou pela única certeza que temos desde o nascer.

Porém, contrariando previsibilidades – que nos são, quase sempre, tão sorrateiras –, hoje acordei com uma imensa vontade de te contar histórias que vêm do meu íntimo… Algumas mais agradáveis, outras envoltas em lágrimas, mas todas elas repletas de uma vivência que preciso compartilhar… Ainda que não leia, eu necessito que você saiba – pois se trata de uma das partes mais sinceras que tenho em mim.

Não há que se deixar para amanhã quando o sentimento emana no instante presente… e foi o seu olhar que me confidenciou essa intimidade, dias atrás…

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2 comentários sobre “Cartas a alguém que não vai ler, 01

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