Sobre caminhos que se pontuam…

“… E ela não sabe mais o que lhe resta depois do silêncio. Sabe-se indefinida e permeada por algo mais. Algo que foi semeado na terra molhada com o sangue vermelho que derramou de sua carne trêmula. Carne aberta pelos dentes que morderam os ossos da alma. Dentes que ainda estalam ao lembrar o gosto de morder as entranhas… “

[ Silvia Badim ]

Sempre gostei de colecionar reticências, realizar pausas, acalmar os ânimos para depois tomar decisões mais certeiras… Aprecio a ideia de observar o ambiente ao meu entorno, amenizando tempestades para balancear o ritmo abrupto das horas… são como bastidores que possibilitam ensaios antes de um desfecho propriamente dito!

Mas, hoje não estou para um simples virar de páginas, uma lacuna em meio aos segundos que me cegam os olhos, ou meros respiros de silêncio… Preciso – finalmente – pontuar o tempo presente. Dentro e fora de mim…

Separar o que é meu ​daquilo que pertence ao mundo alheio: desempoeirar a alma (é possível?) das carências e infortúnios do outro – e que, por tanto tempo, acreditei serem minhas –, abrindo novos espaços, outras premissas…

Desejo terminar os dias que não parecem ter sido começados por mim – descaracterizados que foram pela insanidade do comodismo. Quero, enfim, gritar o que me sufoca… e entregar de bandeja ao mundo cada uma de suas próprias ironias!

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