Quero (apenas) uma palavra para rimar comigo…

Eu não tenho muitas histórias palpáveis para contar, mas reúno em minha imaginação um punhado de sonhos que saltitam de ponta a ponta – feito mágica –, aguardando apenas um espaço para adentrar e fazer morada…

Tenho palavras prontas a serem desconstruídas – trocadas por silêncios, talvez – e não me importaria em dividir uma folha em branco com olhares que imagino, mas que, por enquanto, desconheço!

Com uma venda nos olhos, dirijo-me a uma instância qualquer – a um ponto cego, ao léu –, à deriva… Abdico da sensação de um controle por alguns segundos… e vou, aonde nunca tive coragem de ir.

Sigo com o vento e ele me leva em suas entranhas, carregando em seu ventre lágrimas, desabafos, tapas na cara, mágoas e todo o peso que não preciso mais aqui.

Quero apenas uma palavra para rimar comigo… E, se a escuta estiver aguçada – em meu íntimo – certamente a estrofe será perfeita!

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5 comentários sobre “Quero (apenas) uma palavra para rimar comigo…

  1. Aurea Cristina Szczpanski disse:

    Sabe o que eu acho? Que há mais olhares disponíveis do que imaginamos; talvez não ‘como’ imaginamos, se é que me entende… eu mesma, confesso, ando à cata de olhares que realmente me vejam (acabei de me dar conta, agorinha mesmo, de que os tenho; quantos mais posso querer?) E você? Eu to te olhando…

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