Retratos, 01

…”não sei dizer quando é que acontece de ‘crescermos’. Acho que ninguém sabe. Sei apenas que não é algo repentino. Não é um estalar de dedos. Um passe de mágica… é gradativo! Tenho pra mim que é algo que vai acontecendo aos poucos… cada atitude nossa é determinante. Cada passo dado gera uma possibilidade, mas acredito que, se você ficar parado, um vento forte vem em sua direção e, te obriga a qualquer coisa de movimento… Absolutamente tudo, no mundo, nos afasta de nós mesmos… nos manda embora, pra longe daquele ‘eu’ que somos ou que pensávamos ser. E assim nos transformamos em outra coisa… é nossa ‘pequena epifania’.”

– Lunna Guedes – In: Lua de Papel, p. 233 –

01

Quando o tempo presente deixa de lado os seus excessos e exigências, eu viajo junto às minhas lembranças… é justamente quando as saudades invadem o meu peito e eu sigo secretamente até vilarejos e esquinas mágicas, nas quais posso simplesmente existir…

Alguns detalhes, no entanto – infelizmente – me escapam. Eu tento puxá-los pela memória, mas são como grãos de areia a escorrerem por entre os dedos.

Insisto… porque preciso disso para saber quem sou, feito pontos que se interligam para definir o meu retrato… me dê a mão e venha comigo, perfazendo os caminhos desta história… 

*Este texto é parte integrante da Coletânea “Retratos”, publicada em dezembro de 2014, em formato artesanal, pelo selo Plural Scenarium.

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