Lya Luft e eu…

Lya Luft, escritora e tradutora gaúcha-brasileira, chegou a minha vida por acaso, numa dessas visitas despretensiosas que faço à livraria, em que entro sem razão aparente – somente com minha bolsa a tiracolo –, e saio portando ao menos um punhado de sacolas, por todos os motivos do mundo.

A primeira obra sua que li foi “Perdas e ganhos”, e eu poderia arriscar dizer – sem medo algum – que foi um dos mais belos livros que já pousaram diante de meus olhos… Não apenas fiz a leitura, como o reli um sem-fim de vezes e presenteei as pessoas que mais me eram caras com o título.

Em um momento seguinte – coisas de adolescente… –, comprei um caderno novo e passei a rabiscar ali as melhores frases do livro, para mantê-las em proximidade… Qual não foi minha cara de espanto quando percebi que, ao final, havia praticamente copiado a obra inteira, deixando pouquíssimos trechos de lado!

Passei a acompanhar Lya em sua trajetória como colunista na Veja, mas confesso: ali, naquele espaço, nunca consegui vislumbrar o mesmo brilhantismo que enxerguei na Lya escritora. Nas páginas da revista, ela quase sempre parecia abraçar a forma “quadrada” que lhe era solicitada ou imposta…

Outros livros surgiram ao longo de todos esses anos… e pude observar que a autora-mulher uniu experiência e tempo de modo singular em seus escritos. Entre suas principais publicações estão: “Para não dizer adeus”, “Pensar é transgredir” e, o mais recente, “O tempo é um rio que corre”, que ainda reverbera suas nuances em mim…

Alguns autores parecem acompanhar nossos passos desde os tempos primeiros: nem sempre se faz visível na mente o exato instante em que os descobrimos, mas o sabor e o aroma – quando a alma se depara com tudo que leva ao encontro de suas linhas – tem algo de mágico e incomparável… 

“A quatro mãos escrevemos o roteiro para o palco de meu tempo: o meu destino e eu. Nem sempre estamos afinados, nem sempre nos levamos a sério.”

| Lya Luft, ‘Perdas e ganhos’ |

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4 comentários sobre “Lya Luft e eu…

  1. Lunna Guedes disse:

    Gosto, sobretudo, de saber os nomes que norteiam a escrita alheia… e saber Lya Luft em seu universo me fez sorrir pela manha nublada. É singular imaginar seu olhar junto a letras que conheço e imaginar seus movimentos particulares junto a narrativa da autora que ao toque de seus olhos, torna-se sua…

    bacio

    Curtido por 1 pessoa

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