Enquanto se aproximam os dias…

Tenho desejo de gritar a voz dos mudos: aquela que se cala ao crepitar da noite, uivando por dentro em teimosia. Uma vontade mais forte que eu – aquela que não se permite ser ínfima… apenas chama! – e, no vai-e-vem de batalhas pessoais, trava um duelo seguro com seu próprio reflexo… Quero desopilar da garganta o que ainda não sei – o que não me foi dito e jamais pretendi saber –, mas que, no entanto, é tão límpido e claro quanto a água que me mata a sede. Preciso dar um fim nessa busca que se encerra em si mesma. Sentir jorrar o sangue de uma alma nunca cicatrizada… Sucumbir, até que a última gota não mais consiga me tocar. Perecer… em meio a um ar que já não respira por mim.

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