Ele…

Foi para aquele garoto que guardei o sorriso mais ousado que já ofereci a alguém. Talvez ele não saiba, mas ao seu lado me tornei quem, até então, eu não acreditava ser – passando de espectro a figura palpável – e encontrei um lugar que me coubesse, preenchendo os espaços…

Ao seu lado, pude caminhar sem as mãos nos bolsos e deixei a timidez para depois… para um instante qualquer, que não voltou mais. Ele me mostrou que autoconfiança é nome e sobrenome de quem conhece a terra árida da solidão e, portanto, não havia o que temer.

Ele se tornou parte do meu universo e – em alguns instantes – o mundo inteiro, também. Cicatrizou marcas agudas de tristeza e dor, trazendo-me de volta ao lugar de onde eu nunca quis sair: à essência de mim. Ele é o romance que surgiu do gosto amargo das sombras, e provou que nada – nada – pode sucumbir a um sentimento sincero de viver… de querer ser feliz.

O menino dos meus olhos se chama coração e cada pedido seu é uma ordem em meu sentir. Entrou sem pedir licença e, para ele, guardei minha palavra aberta, meu abraço mais apertado: um nó que não se desfaz por pouco, um enlace que se permitiu criar por bem…

Não posso assegurar que – quando a lua partir e o sol se puser outra vez – estaremos aqui, ainda juntos, neste ciclo que tanto me afeta-desperta-reaviva…

Só sei que hoje – em minha alma – amor é lugar seguro para andar em paz.

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