Retratos, 10

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Após certo tempo, penso que aprendi a delinear o meu cotidiano, superando a distância física com a força que emerge do coração…

Definitivamente, as horas lá fora não correm da mesma maneira que no meu imaginário… E acho bom que seja assim, pois me permito viajar para perto de G., sem precisar de passagem de ida…

Visito os cafés apreciados por nós ao final da tarde… corro os olhos pelas livrarias imensas a alucinarem a minha paz… Percorro o seu universo, tão familiar e amável ao meu universo: ruas, árvores, restaurantes, parques, caminhos… sim, caminhos… de algum modo, eles aplainam o meu ser não-linear.

Ensaio longos suspiros ao abraçar na memória os lugares que envolvem o cenário dela: esquinas e tracejados tão caros e reconfortantes, que hoje já me pertencem tanto… Muitas de minhas entregas ainda reverberam por aqui, mas acredito que juntas possamos, agora, entender melhor as entrelinhas de cada um dos meus enredos!

Há mistérios que necessitam se manter ocultos, ao menos até conseguirmos revelar sua essência a nós mesmas… Mas, confesso ter sido sempre um um alívio contar a G. tantas lágrimas e virar páginas fundamentais dentro da minha (nossa) história.

São pretéritos que elucidam o meu jeito de viver e agir… E, a partir disso, ganho novos ares para desenhar o meu próprio destino.

*Este texto é parte integrante da Coletânea “Retratos”, publicada em dezembro de 2014, em formato artesanal, pelo selo Plural Scenarium.

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