Os meus olhos se abrem e… sou outra!

Não conseguiria afirmar com precisão o ponto em que as coisas mudaram: até ontem, o céu nublado pesava absurdamente sobre minhas entranhas. As ruas atropelavam qualquer tentativa de passo vagaroso, enquanto o corpo parecia pender ao chão, num total desequilíbrio de mim. Mãos, braços, pernas e pés se mesclavam a um desgosto inerente em meu âmago… O que se fazia mais denso – de fato – eu não sei.

Mas… vi nascer a manhã, alheia à minha vontade. Despertei num espasmo e ela estava aqui, convidando-me a viver as horas, como se tudo existissse pela primeira vez. Nenhuma novidade concreta ao meu redor, mas qualquer coisa de fingimento – às vezes – ajuda a suportar a fúria da solidão. Fechei timidamente os olhos, como quem se prepara rumo a uma surpresa… contudo, quando os (re)abri, notei que a paisagem a me chamar não vinha do entorno. Era o coração que aguardava – talvez – ser desadormecido por um leve afago da alma…

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3 comentários sobre “Os meus olhos se abrem e… sou outra!

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