No cinza das horas…

Até há poucos meses, lembro que costumava reclamar da ausência de palavras e – também – da falta de tempo para organizá-las, nos raros momentos em que surgiam… A inspiração se mostrava escassa e tudo parecia girar em torno apenas das tarefas cotidianas: trabalho, estudo, praticidades e milhares de metas a cumprir.

Confesso que ultimamente – não sei dizer exato o porquê – o cenário se modificou sobremaneira: consoantes e vogais se exacerbam em minha substância… implorando espaço para se eternizar – num ‘crescente agudo’, como li nas palavras de Lunna, dias atrás… –, preenchendo o espaço do senso comum, como se fosse possível transformar em lúdico todo um contexto de realidade vil… 

Olho para os lados e uma mancha cinzenta se sobrepõe à minha visão… peço refúgio às letras que, de certo modo, acabam por aliviar a loucura, permitindo-me não perecer frente ao caos da vida.

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