Vozes…

Fecho meus olhos… sorvo o último gole de café que restou na xícara e deixo que o coração me conduza à realidade onde há vozes que ferem o ponto invisível desta trama, dilacerando friamente o que antes se mostrava regenerado. Incólume.

Vou ao chão, enquanto observo desordens massacrantes invadirem meus poros, sem brechas. Sem restar aquela que um dia eu fui…

Burburinhos atropelam meus vícios… entontecem meus extremos – como se estes já não fossem densos o suficiente no íntimo desta vida em que busco existir. São barulhos inatingíveis, que talvez nunca cessem…

Provavelmente apenas cheguem assim – de solavanco – a me espancar com verdades ingratas-amargas-surradas…

Quanto mais vozes ouço, mais facilmente ensurdeço, e tão maior se torna a saudade do antigo silêncio de mim… dessa pausa amiga, que não agride… dessa graciosa aliança entre lábios meus.

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