Palpite…

A confusão a fraude os erros cometidos
A transparência perdida — o grito
Que não conseguiu atravessar o opaco
O limiar e o linear perdidos

Deverá tudo passar a ser passado
Como projecto falhado e abandonado
Como papel que se atira ao cesto
Como abismo fracasso não esperança
Ou poderemos enfrentar e superar
Recomeçar a partir da página em branco
Como escrita de poema obstinado?

| Sophia de Mello Breyner Andresen, in “O Nome das Coisas” |

Não espero mais até o dia em que as ondas deste imenso mar irão me engolir por completo… sinto-me desalojada de minha própria pele, onde já não cabem as vestes de uma alma partida ao meio – próxima a desabar.

Vivo o agora em suas repetições desarmônicas, enquanto ecos inúmeros reverberam em meu íntimo; histórias… amores… desilusões… toda uma existência gravada no filme da memória, perpassando minha mente em questão de segundos.

O tempo toma minhas mãos como se esta fosse a primeira vez… mas, embora exista recusa em acreditar, a intuição me conta: passei por aqui muito antes…

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