Algumas linhas sobre ‘Sete Vidas’…

Assisti na Globo à telenovela ‘Sete Vidas’, de autoria de Lícia Manzo, desde o início… fato raro, principalmente devido ao horário. O enredo – contudo – me conquistou, com sua aparente leveza e a afetividade demonstrada dentro da trama… como o diálogo entre Esther, personagem de Regina Duarte, e Eriberto, interpretado por Fábio Herford.

Após vivenciar um relacionamento infeliz, Eriberto está prestes a deixar a esposa, com quem pouco conseguiu encontrar afinidades. Ao mesmo tempo, percebe em Renan, seu amigo, uma sintonia sem igual, que lhe permite a proximidade possivelmente almejada – e não obtida – em seu casamento.

Contudo, pelo fato de vir de uma família tradicional e preservar valores exigidos, principalmente, por seu pai, Eriberto evita olhar para determinadas questões, inclusive para a possibilidade de assumir sua homossexualidade.

É nesse momento que Esther apresenta, a partir de sua própria história, nuances que poderiam fazer com que ele enfrentasse os próprios medos, dando voz a seus desejos e vontades…

Esther – mãe de gêmeos por inseminação artificial, e viúva de Vivian – conta, de maneira breve, a sua história a Eriberto, revelando como conheceu sua companheira e sentiu que era ao lado dela que gostaria de passar o resto de seus dias. 

Ela afirma ter percebido em Vivian uma receptividade tão evidente que ambas se tornaram um tipo de casa, de abrigo, uma para a outra… Ao lado de sua mulher, Esther se sentiu à vontade para compartilhar e viver o que quisesse, isenta de receios, além de ter a oportunidade de falar abertamente de todo e qualquer assunto, sem pré-julgamentos…

A cena se encerra com o silêncio de Eriberto que, certamente, poderia ser a resposta mais genuína ao chamado da amiga para a sua realidade… e, quem sabe, também para a de cada um de nós… Quantas vezes desejamos ser um lar para alguém? Ou, ainda… que uma pessoa se torne a nossa própria casa?

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2 comentários sobre “Algumas linhas sobre ‘Sete Vidas’…

  1. Mariana Gouveia disse:

    Incrível!
    Eu também tive a mesma impressão. Em cada capítulo a história me conquistou.
    Alguns diálogos se transformaram em lições.
    Me emociones com cada personagem.
    Vamos ver como rola o último capítulo.
    Beijo

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  2. Darlene R. Faria disse:

    Confesso que não assisto novelas – não tenho televisão em casa pois as últimas três acabaram “morrendo” por não serem usadas, porém acho importante quando os folhetins conseguem ter sensibilidade ao apresentar as tramas…

    Abraços!

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