Em poucos dias…

“Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira.”

– Carlos Drummond de Andrade –

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No próximo sábado, você está convidado a degustar conosco palavras escritas, sentimentos expressos, vivências compartilhadas…

Quatro mulheres. Quatro corações. Quatro diários. Quatro histórias para contar.

A concretização de um projeto muito especial.

Dia 31 de agosto, às 16 horas, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima.

Rua Henrique Schaumann, 777 – Pinheiros, SP.

Vamos brindar juntos cada uma das estações!

Saiba mais sobre o projeto aqui.

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Pré-venda – Diário das Quatro Estações

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O valor a ser pago é de R$ 40,00 + despesas de envio, que serão definidas a partir do CEP do destino.

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As quatro escritoras e seus diários…

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Com palavras de Lunna Guedes, Maria Cininha, Raquel Stanick e Tatiana Kielberman, o “Diário das Quatro Estações” é um livro plural que se divide em quatro, exatamente como as estações do ano.

Quatro mulheres, quatro signos e mais de quatro mil palavras, falando ao outro esse sentir que se deixa traduzir ou talvez interpretar, em linhas bem merecidas de dias que, se não são inteiros, são partes de um todo que se orienta…

Desenhando sombras no que resta da noite – Lunna Guedes

”Não é um diário porque não nasceu da preocupação em se deitar no papel um combinado de vogais e consoantes sob a orientação temporal. Surgiu sim da necessidade de dialogar com figuras imaginárias… Por ser o último de uma série, a realidade não foi convidada a participar, ficou de fora, assim como outros elementos vários…”

Talvez eu crie asas – Maria Cininha

”Um caderno sobre a mesa, o bloco de anotações do computador, um caderno de desenho, uma máquina fotográfica, tudo utilizado ao sabor do tempo. Assim observo o meu dia a dia, com inconstante disciplina.
Nunca pensei em ter um diário, mas neste ultimo ano, além de viver me vi envolvida em colecionar os dias. Um dia lindo, um dia triste, uma nova amizade, um encontro inesperado, um filme, uma música, uma imagem, uma espécie de representação ao vivo da vida.
Colocar-se sobre no papel com certa regularidade é uma maneira de desnudar-se, um refúgio para os sonhos, uma forma de liberdade. Por isso não consigo pensar em outro nome para este diário, se não: ‘Talvez eu crie asas’.
Surpreendente, é muito surpreendente! Sou a personagem principal desse amontoado de palavras e desenhos, ao compasso das quatro estações cosido pela realidade ou como ela deveria ser. Porque a ficção também faz parte deste diário, embelezar ou dramatizar a vida para lhe dar um novo significado.”

Todas essas coisas sem nome – Raquel Stanick

”Algumas pessoas que me leem dizem que escrevo de forma muito livre, que escolhi o caminho da subversão nos meus dias e também na minha escrita. Não me interessam muito os tais “senhores” que determinam o que é literatura e o que é diário. Até porque escrevo sobre paixão. De forma apaixonada. Me aconchego na ideia de que a chamada realidade é apenas mais um nome para a loucura de estarmos e nos sabermos vivos e desejosos. Todos os dias. É também meio como andar pelo mundo recolhendo fragmentos. Aí, quando tudo fica insuportável, eu escolho uma trilha sonora, coloco no repeat e esvazio minhas gavetas emocionais, jogo fora o que acho excessivo e me organizo novamente. Inscrevo no branco o que precisa ser esquecido e, portanto, novamente lembrado. Parece simples, mas não é. É muito angustiante para mim. Sempre foi. Talvez com o tempo se torne tarefa corriqueira, mas por enquanto esse “processo” ainda me é misterioso e cheio de segredos.”

Entre o tempo e o meu sentir – Tatiana Kielberman

“Um apanhado de letras direcionadas às temporalidades da vida que, às vezes, permitem se prolongar mais do que aqueles momentos que juravam ser eternos. Escrevo cartas imaginadas em um canto de solidão compartilhada, quase entregues ao alvo que conseguiu tocar, de certo e único modo, o coração. Pode ser você. Pode ser o moço lá da esquina. O velhinho sentado no banco. A bailarina da caixinha de música. O violão escondido no quarto de dormir. São pessoas, ambientes e objetos pedindo a melodia do meu sentir. E é deles que brota todo o significado e a magia de cada uma das quatro estações…”

O lançamento está marcado para um sábado de agosto, o último, dia 31, às 16 horas na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, em São Paulo e você está convidado a saborear os aromas que serão oferecidos por essas mulheres e suas estações…

*Informações via Lunna Guedes

Falta pouco mais de um mês…

Sentinela

Tornei-me escrava do que sinto, do que vejo, do que sou.

Soldada de uma fé inerte, guardiã tardia de um amor não mais existente

Não sei aonde ir, nem em que lugar estive até então

A vida roubou-me serenidade, deixando o caos

Sou sentinela de uma paixão dolorida

Não conhecia os riscos, então apenas fui

Agora não me compreendo mais

Perdi-me nos labirintos de um breu endoidecido

O caminho de volta largou meus passos para trás

E eu apenas tento seguir, em vão.

*Trecho do livro “Entre o tempo e o meu sentir” – Parte integrante do projeto “Diário das Quatro Estações – 2013”

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Se eu tivesse mais páginas para escrever…

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… penso que não seriam suficientes para expor todo o meu sentir. Isso porque acredito muito que o sentimento seja algo sublime, que perpassa as linhas da racionalidade.

Ah… Sinto-me cansada de deleitar a alma em palavras que o meu cerne não entende. Talvez fosse tão melhor prezar pela objetividade dos fatos…

Mas tudo é tão oblíquo aqui, nas esquinas de mim… Pouco encontro de sensato quando me deparo com minha própria imagem no espelho – com o que a sensibilidade se recusa a ver, por ser tão ofuscante e real.

O que carrego para entregar hoje é um mundo de emaranhados que beiram ao infinito. É provável que tenham nascido, inclusive, lá… no instante em que o arco-íris toca o horizonte de cada lágrima derramada.

Existe um fantoche de mim vagueando por ruas estranhas, enquanto me visto de coragem para começar este dia que tem flores lá fora, mas espinhos na essência.

Mas quem há de saber, não é mesmo?

Em um recanto de aparências, o que vale é tão somente aquilo que se demonstra. E hoje o desejo é de me restringir apenas a este apanhado de letras…

O que eu disser a mais – não se enganem – é puramente poesia…

*As linhas acima fazem parte do livro “Entre o tempo e o meu sentir…”, que compõe o “Diário das Quatro Estações”. Saiba mais sobre o projeto e as autoras clicando aqui.

Um diário ao amor inventado…

“Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser… sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

– Pablo Neruda –

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Gosto de você quando se deita demoradamente em meu colo e, ao cair da noite, contamos juntos as estrelas…

Aprecio o segundo em que sua presença estonteante brilha em direção a este olhar que – você nem sabe – tanto anseia por sua chegada.

Já não sou igual ao momento anterior se as suas doces mãos me tocam, expondo-me com coragem a um futuro que insisto em desconhecer…

Deve ser por esse e por tantos outros motivos que espero em demasia por uma espécie de amparo, pelo calor de seus braços únicos a me envolverem com afeto.

Sabe, é inevitável perceber… A estação de nossas vidas é uníssona e envolve todos os cenários e paisagens que já puderam tocar a visão de um em direção ao outro…

Aprendi a contar histórias ao nosso respeito, mesmo que algumas delas nem existam – ou só residam em meus pensamentos oportunistas.

Tirando sarro e fazendo chiste, eu invento um romance que desejo, com formato lúdico, na cena de nós dois…

Não é certo, eu sei… Mas, é mais certo ser infeliz?

Amo o instante no qual assisto nossos mundos se misturarem, fundindo-se em uma angústia plena e cheia de si…

Gosto quando você me promete sonhos e constrói realidades. Gosto de dançar com seus medos e de me entrelaçar nos seus gestos de paz.

É… Gosto de você assim. Sem tirar nem pôr. Nos avessos e desavessos desta corda bamba em que se equilibra o nosso sentir…

Tatiana Kielberman

*Este texto faz parte do livro “Entre o tempo e o meu sentir”, que compõe o projeto “Diário das Quatro Estações”, junto a Lunna Guedes, Maria Cininha e Raquel Stanick.

O que há no meu diário…

“Até criar a verdade do que me aconteceu. Ah, será mais um grafismo que uma escrita, pois tento mais uma reprodução do que uma expressão.”

– Clarice Lispector –

Era inverno, sim. Disso não tenho dúvidas. Minha cabeça repousava sob o seu ombro, como quem desejasse a pausa do mundo por um segundo.

Chovia lá fora. Os pingos d´água batiam na janela como quem quer insistentemente fazer presença.

Mas o universo não podia parar, e entendi isso após me debulhar em um choro que parecia existir havia anos, exaurindo você de cansaço com meu desespero inconstante.

O suor misturado às lágrimas salgadas fizeram-me acordar. Não era um sonho. Como menina, minha única tarefa seria seguir o rumo ditado pelos que estavam de fora.

Observei você se levantar e cumprir a esperança rotineira dos minutos seguintes. Ali, percebi-me atada. Não éramos mais dois corpos em separado. Nem teríamos motivos para ser assim.

Eu havia, sem querer – ou, talvez, desejando por demais – entregado minha existência à sua bagagem.

O que a alma da garota não sabia é que aquilo a que tinha chamado de vida, até então, seria completamente modificado pelos sentidos exalados por você diante dela.

Assimilamos a jornada.

Eu, menina. Você, transcendência.

— Trecho do livro “Entre o tempo e o meu sentir”, que faz parte do projeto “Diário das Quatro Estações”, com Lunna Guedes, Maria Cininha e Raquel Stanick —

Uma estação para o sentir…

“Meu corpo se apressa em um sentir particular – me deixando em suspenso e me fazendo indiferente as coisas que deslizam além das geografias que se precipitam do lado de fora de minha janela. Quero dizer com isso é que minha alma tem suas próprias estações.”

Lunna Guedes

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(…)

Há metades inteiras aguardando para serem percebidas por cada raio de sol encantado em entrelinhas… Um mundo que reside em mim, mas que também certamente mora em você.

Prevejo gostos, sabores, atitudes e histórias a cada instigar. Reinvento uma memória que se demonstra viva, quase presente em mim, iluminando a intensidade calorosa do porvir.

Sim, é provável que a intenção desse diálogo fosse ter seu início e fim em rimas e estrofes bem colocadas…

Contudo, o pulso da emoção latente não permite nada além das frases soltas que insisto em desenhar pelos cantos do universo andante a me cercar…

Termino esta carta entre milhares de outras que ainda tenho a escrever, na ânsia de que suas linhas retornem brevemente ao alcance destes olhos que te esperam.

Preciso do seu tatear para seguir, pois sem ele não me sou.

– Tatiana Kielberman (In: Diário das Quatro Estações)

*Conheça mais sobre o projeto e as autoras aqui.

Sobre a escrita e os seus porquês…

“Escrevo-vos uma longa carta porque não tenho tempo de a escrever breve.”

– Voltaire –

A noite ainda se faz latente e, em meio ao caos que já se habituou a ser morada, reflito acerca da escrita que adentra cada um de meus poros…

Quando penso nos motivos que me levam a escrever – no momento, mais precisamente um diário* – talvez a resposta esteja justamente na dúvida.

Não sei por que escrevo, nem bem conheço o ímpeto que me direcionou a esse rumo. Apenas sei que é assim. Cabe na incerteza toda a minha ciência dos fatos.

Nasci escrevendo e desejo morrer do mesmo modo – de preferência, após ter vivenciado boa parte de minhas linhas… Sim, no papel reside grande parte dos meus segredos. Nada é ilusório o suficiente para ser irreal.

Escrevo esse diário porque preciso entregar as cartas que prometi. Porque elas já não me pertencem mais. São daquele outro que anseia pelas linhas tortas de uma imaginação fértil.

Exponho meus sentimentos e percepções para não surtar de vez. Para expressar um amor que se faz maior que eu – pois preciso que o universo o conheça.

As palavras compartilhadas em diálogos e cartas permeiam os singulares momentos de cada estação. E me vejo, por fim, entregue ao desejo das letras…

…porque é assim que deve ser.

*Quer saber mais sobre o diário ao qual me refiro no texto?

Clique aqui

Sim, eu também escrevo diários…

“Todos nós temos nossas máquinas do tempo. Algumas nos levam pra trás, são chamadas de memórias. Outras nos levam para frente, são chamadas sonhos.”

– Jeremy Irons –

É chegada a hora de permitir que se expresse a força da palavra. De compor letras em sintonia ao desejo. De deixar que floresça tudo aquilo que toca fundo o coração.

E, por falar em escrita, desde junho passado, tenho a honra de construir um sonho junto a três autoras de grande valor: Lunna Guedes, Maria Cininha e Raquel Stanick.

O projeto do qual fazemos parte, “O Diário das Quatro Estações”, é um convite à sensibilidade e à leitura de entrelinhas. O lançamento acontecerá no mês de agosto, em São Paulo, e em breve poderemos oferecer mais detalhes aos leitores.

Por ora, apenas gostaria de contar a vocês:

Sim, eu também escrevo diários…

“Um apanhado de letras direcionadas às temporalidades da vida que, às vezes, permitem se prolongar mais do que aqueles momentos que juravam ser eternos. Escrevo cartas imaginadas em um canto de solidão compartilhada, quase entregues ao alvo que conseguiu tocar, de certo e único modo, o coração. Pode ser você. Pode ser o moço lá da esquina. O velhinho sentado no banco. A bailarina da caixinha de música. O violão escondido no quarto de dormir. São pessoas, ambientes e objetos pedindo a melodia do meu sentir. E é deles que brota todo o significado e a magia de cada uma das quatro estações…”

– Tatiana Kielberman –

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